não que eu esteja com tempo para declarações de amor,

pourtant quelqu’un m’a dit

que tu m’aimais encore

c’est quelqu’un qui m’a dit que tu m’aimais encore

serais ce possible alors

on dit que le destin se moque bien de nous

qu’il ne nous donne rien et qu’il nous promet tout

parait qu’le bonheur est à portée de main

alors on tend la main et on se retrouve fou

mais qui est ce qui m’a dit que toujours tu m’aimais

je ne me souviens plus c’était tard dans la nuit

j’entend encore la voix, mais je ne vois plus les traits

il vous aime, c’est secret, lui dites pas que j’vous l’ai dit

tu vois quelqu’un m’a dit

que tu m’aimais encore, me l’a t’on vraiment dit

que tu m’aimais encore, serais ce possible alors

on me dit que nos vies ne valent pas grand chose

elles passent en un instant comme fanent les roses

on me dit que le temps qui glisse est un salaud

que de nos tristesses il s’en fait des manteaux

pourtant quelqu’un m’a dit

que tu m’aimais encore.

se eu fosse francesa e você italiano, acharíamos que saudade é nostalgia.

este blog está temporariamente fora de serviço. e como tem gente dizendo que me encontrou por aqui, acho que vale o aviso: meu tumblr ativo no momento é o http://bagagemescrita.tumblr.com

this blog is abeyant. but, how some colleagues tell me that had found me here, here goes the notice: my active tumblr at this moment is http://bagagemescrita.tumblr.com

thank you all.

a faca de cerâmica finalmente cortou um naco do meu dedo. o dedo médio da mão esquerda, bem naquela dobrinha que tem as rugas, onde não sara nunca por causa dos movimentos. eu tava tentando cortar um pão velho. o vermelho que saía do corte, visto assim na luz do sol, era tão bonito no meio daquelas dobrinhas que eu quase tirei uma foto.
uma gripe daquelas vem aí. garganta começou a doer ontem, sinusite chegou hoje. apesar de toda a chuva e vento que tomei na madrugada do último sábado, resolvi culpar você pela doença. você tira minha saúde.
as coisas não estão fáceis e em algum momento eu teria que admitir isso. a miss positivismo entrou em recesso. pelo menos por essa noite.

a faca de cerâmica finalmente cortou um naco do meu dedo. o dedo médio da mão esquerda, bem naquela dobrinha que tem as rugas, onde não sara nunca por causa dos movimentos. eu tava tentando cortar um pão velho. o vermelho que saía do corte, visto assim na luz do sol, era tão bonito no meio daquelas dobrinhas que eu quase tirei uma foto.

uma gripe daquelas vem aí. garganta começou a doer ontem, sinusite chegou hoje. apesar de toda a chuva e vento que tomei na madrugada do último sábado, resolvi culpar você pela doença. você tira minha saúde.

as coisas não estão fáceis e em algum momento eu teria que admitir isso. a miss positivismo entrou em recesso. pelo menos por essa noite.

(Source: fuckyesmoviescripts)

cortei o cabelo

o mundo está se acabando em petróleo e fumaça. existem sete mares por aí e ainda não conheço nenhum. todos os filmes que eu não vi e todos os livros que não li. os dias passando e os lugares do mundo por conhecer. um carro, um diploma, um filho, uma paz. a vida.

e eu tenho que me precupar com o comprimento do meu cabelo? não. desculpa. mas não.

(Source: fancyniccuh)

exatamente por isso.

exatamente por isso.

(Source: gayleesi)

sobre o inverno sem frio

passamos o inverno inteiro esperando pelo frio. dia após dia uma expectativa calada de que os casacos sairiam do guarda-roupas. ninguém comentava o assunto mas era como se todos compartilhassem silenciosamente aquele desejo de dormir coberto por um edredom pesado.

acordávamos e olhávamos com pressa pelas janelas, buscando alguma nuvem cinza, mas o céu azul e aquela luz quente marcavam irremediávelmente sua presença.

na esperança vã de um dia de ventaneira, ainda teimávamos em levar alguma proteção antes de sairmos de casa. um cachecol, talvez um chapéu, um par de luvas, de botas ou até mesmo um suéter. não adiantava. o suor continuava presente nas testas dos transeuntes, ninguém conseguia nem um arrepio, não via-se mãos se esfregando ou narizes vermelhos. cada um continuava com sua vida naquele clima ameno, como se nada estivesse acontecendo. e não estava mesmo.

os dias se passaram, as pessoas foram perdendo as esperanças, os noticiários não sabiam explicar onde é que o frio estava. tocava-se cada vez menos no assunto. já no final do inverno era mais difícil trombar com algum auspicioso levando consigo uma blusa de frio ou um cachecol.

90 dias de inverno vividos no verão se passaram. nenhum meteorologista se atreveu a dar palpites e até hoje ninguém sábe onde é que foi parar o frio daquele ano.

Porque até o silencio dele, olhando pra mim, é bonito.

Fernanda Myamoto

(via adocica)

(Source: cfabreu)

i’m trying.

i’m trying.

À Aorta Mobile

Na útima semana encerrei uma jornada de trabalho de um ano e dois meses na empresa Aorta Mobile. Quem estava lá na hora em que fui embora pôde ver que me despedi chorando. Então aqui vai um post de agradecimento a essa empresa e a todos que fazem parte dela.

Aos amigos que estavam diariamente mais próximos, não sei como vou conseguir trabalhar em outro lugar sem vocês. Preciso providenciar com urgência uma Claudinha pra sentar do meu lado e compartilhar das crises de mau humor matinal, me dar todas as dicas de música e de lugares pra comprar coisas lindas. E uma Renata pra arrumar todos os itens da mesa linearmente e mandar os melhores links da internet. E um Diego também, pra ouvir minhas lamentações da vida. E de uma Thaís, que ficava quase sempre calada, mas que quando falava alguma coisa eu sempre pensava: “nossa, Thaís, é isso mesmo!”

Aos que eram menos próximos, Dani, Rafa, Christian, Fê, Léo, Fred, Ziller, vocês são uns anjos. Bem humorados, compreensivos, pacientes e acima de tudo, muito bons no que fazem. Não houve um contato meu com vocês em que não saí pensando no quanto vocês são phoda! Exemplos, literalmente.

Um agradecimento especial pra minha chefa Roberta. Exemplo na hora de ensinar, gerenciar, ajudar, explicar, criar e até na hora de puxar a orelha. É difícil a gente encontrar alguém que saiba manter sua posição sem deixar de ser amiga, engraçadíssima, agradável e acessível.

À dona Marlene também. Aquele café me salvou em muitos dias de ressaca.

Aos meninos do conteúdo, com quem eu não tinha muito contato, mas que têm os melhores perfis do Twitter do mundo.

James, sempre e muito, muito atencioso em todos os favores que o pedi. Um poço de boa vontade. Rutinha, como pode caber tanto encantamento em uma pessoa tão pocket?

Joana e Fernanda, as meninas da tarde que me aguentavam ocupando o pc delas fora de hora. Convivi muito pouco, mas são duas lindas. E por falar em linda, também tinha a Cris, que não sei se era mais linda antes ou depois do barrigão.

Aos de outras equipes que acabaram virando amigos também. O Jader, sempre rindo das minhas piadas ruins no gtalk. Lucas Mendes, que levava palitinhos de chocolate para as pessoas (como eu vou sobreviver sem isso, meu deus?) e os outros meninos do TI, Douglas, Dedé, Fernando, sempre tão tão bonitinhos. E a Thaiza Akemi, peça raríssima, coisa mais engraçada e linda.

Andrea e Camila, sempre com toda a paciência, atenção e pontualidade do mundo em todas as vezes que precisei delas.

E o Brini e Pimpolho, é claro! Alow, Brini, minha internet aqui em casa não tá funcionando muito bem não!

E teve também os que já foram embora. O pepê, que foi pra Brasília, mas tem um lugar ultra especial guardado. Lelet, Letícia Porto, Bela Linke, Milena, Má Brafman, todas maravilhosas, por dentro e por fora.

E o Igor, que é o novo Isabela. Cuida muito bem do “meu” projeto, hein, menino! E aproveita o máximo que puder daí!

Pessoas, vocês fizeram da minha passagem pela Aorta uma experiência sensacional. MUITO OBRIGADA por serem seres humanos tão incríveis. Essa empresa vale ouro com tanta gente legal assim e o que eu aprendi lá não tem medida.

Sucesso infinito a cada um de vocês e à Aorta!

sim, é claro que eu posso me acostumar.

sim, é claro que eu posso me acostumar.

(Source: thekintyrelass)

kempcartunista:
sucessão de suspiros.

kempcartunista:

sucessão de suspiros.

(Source: spaceghostzombie)

a praça de santa tereza

aproveitei que estava quase ao lado e, enquanto meus pais conversavam sobre os bondes, na sala abafada da casa da minha avó, peguei as chaves do carro e dirigi até a praça de santa tereza.

hoje entendi porque há tanto tempo evito aquele lugar. hoje descobri que o nosso amor ainda está ali. a gente deve tê-lo esquecido sem querer. em uma das nossas idas e vindas, em algum daqueles bancos, no bar que vende bolinho de orapronóbis ou com o vendedor de pipoca doce.

sentei no meio fio, em frente àquele cinema que hoje não funciona mais e me lembrei da primeira vez que encostei a cabeça no seu ombro, e de você, imediatamente, levantando o braço pra me abraçar. assim, sem nenhuma palavra.

nós descobrimos os sentimentos mais puros dentro desse universo tão imundo. e era por isso que a gente se amava.

quase te telefonei pra falar: ‘encontrei de novo o nosso amor! o que a gente perdeu em alguma parte da história. vem pra cá pra você ver!’

mas veja só… eu não lembrava mais o número do seu telefone.

todos os cães merecem o céu

movia seus olhos em todas as direções numa espécie de economia de movimentos. nenhum outro músculo, só o globo ocular. dessa maneira, era como se pudesse não ser, junto com todas as outras coisas. como se ultrapassasse a barreira da existência e apenas estivesse. tudo rodava e o mundo, as gotas, os ponteiros, a caixa toráxica que parecia entrar em gravidade zero a cada vez que você aparecia e sumia. mas ela não, ela só existia, parada, ininterférica, ininterferida, imaculada, mesmo que só por alguns segundos. sabia que permaneceria assim até as águas inavadirem espaços proibidos, lá fora ou pelos olhos. apostava com o universo o que aconteceria primeiro. seus olhos, eram sempre seus olhos, transbordando toda aquela água morna e salgada que se juntava às secreções, expressões físicas de todo o abstrato que sentia. incompreensível.

o sufoco eminente a obrigava a se mover. atravessava a porta da mera existência e era novamente, fazendo diferença pra tudo, inclusive pra você. ou não. queria que no desprotegimento dos seus instintos também fosse assim. a saída de uma situação perigosa antes que ela cause dano, mas no cotidiano sempre pode-se arriscar um pouco mais. sempre pode-se mover em direção ao escuro, ignorar os alertas. “tenta suforcar isso pra ver se se move”. não adianta. ele morre e manda dizer que renasce em cada nota, cor, cheiro, ideia, imagem, letra, segundo.

talvez amanhã vá embora, mesmo com os portões fechados, pode se liquidificar e escorrer, passar pelas gretas, pelos buracos das correntes, por entre os dedos. não contava muito com isso. cinquenta e dois dias e ainda estava ali. presente como uma ferpa entre a unha e a carne. em todos os quilômetros do lugar roubado, em cada curto minuto, como uma sirene que não para de tocar mas que soa como melodia.

leu, releu, duas, três, cinco, dez, vinte vezes, numa espécie de auto flaglamento. e diante da chegada daquele comunicado ridículo, inútil e inconveniente, vomitou ali mesmo, pelo chão do quarto de dormir. materializando assim toda a culpa que sentia, porque desta vez, ela não era a vítima.